12/12/2009

O Natal, é Coca-Cola!


É sempre assim: o fim de ano chega e eu fico meio murcha, meio triste. Parece que carrego nas costas o peso de todos os erros cometidos ao longo do ano e espero a redenção que vem na noite de Natal.

É uma condição, psicológica ou não, que eu assumi ao longo dos meus 20 anos para essa festiva época de Natal. Desde que a magia do Papai Noel acabou, parei de gostar do Natal e isso é uma ironia imensa. Eu parei de gostar das festas natalinas porque não tinha mais o bom velhinho (meu pai, minha mãe, minha madrinha, meus tios e primos mais velhos) me trazendo presentes. E hoje, tudo o que eu mais critico é o caráter mercadológico que o Natal e tantas outras datas assumiram (já há algum tempo). Entenderam a ironia? Eu critico um Natal capitalista e tudo que mais me faz falta no Natal é a época em que eu ganhava um monte de presentes... Mas também sinto falta do espírito natalino, daquela história que envolve a vinda do menino Deus e, por isso, sinto o peso do meu mundo recair sobre as minhas costas assim que dezembro começa.

E para piorar a ironia do "eu odeio o lado capitalista do natal", estava eu, pensando com meus botões sobre esses problemas que vieram à tona [para manter minha tradição natalina], quando de repente, a música começou. Acompanhados pela escolta da polícia, vinha descendo a minha rua, como de costume em todos os anos, os carros e caminhões da Coca-Cola. Todos plotados, iluminados, com direito a Papai Noel e Mamãe Noel, tocando uma música que anuncia que a Coca-Cola e o Natal estão na cidade. Saí correndo, gritei meus pais e o resto do pessoal de casa. Fui saltitante feito um capitalista feliz acenar para o Coca-Noel.

Não bastassem as semelhanças entre as cores do Natal e as cores da Coca-Cola, eu continuo a dizer que odeio o lado capitalista do Natal e odeio Coca-Cola [já estou livre dela há 3 anos].

HoHoHo!

03/12/2009

non sense.


Bom, continuando nessa de falar de pessoas que ganharam espaço na mídia, vou tirar a desagradável foto de Cesare Battisti do topo do de férias para colocar uma foto que, a mim, também não agrada.

Geyse Arruda. A menina da UniBan. A moça do vestido curto. A universitária do vestido rosa. A universitária da UniBan que, usando um vestido rosa curto, conseguiu mais do que 15 minutos de fama.

Não vim julgar se estão certos ou errados os que acusam a Geyse. Muito menos se estão certos ou errados os que a chamaram para posar nua. Céus! Quanto mal gosto. Enfim... Para quem dizia que só queria voltar a estudar, aparecer no (decadente e desnecessário) Casseta e Planeta e fazer participações especiais em várias outras emissoras de TV, é um conjunto de acontecimentos que possui dois motivos.

O primeiro é que, com tamanha repercussão, a moça do vestido curto não deixaria escapar a chance da fama, por mais que negue que não esteja tentando se promover. Segundo, a TV e a audiência abre espaço. Lord! Aqui começa a minha crítica, bem aqui no final do post.

Por que é que as pessoas dão tanta atenção para uma bobeira dessas enquanto o resto do mundo passa fome e morre de aids?! (Lembrando que 1º de Dezembro foi dia mundial de combate à AIDS e a Geyse conseguiu mais ibope do que isso).

Claro, a universitária do vestido rosa foi hostilizada (sabe-se lá se com razão ou não), foi expulsa e clama pelos seus direitos como cidadã. Até ai bem. Mas chega de estardalhaço! O Lombardi morreu, [a Leila Lopes tmb morreu, mãns enfim...] e a Geyse ainda consegue mais ibobe! Não precisava ser em nome de causas humanas e ambientais. Bastava ser pelos famosos falecidos. Um minuto de respeito pra calar esses programas que AINDA só falam de Geyse Arruda.

22/11/2009

Ironias da política (?)


Em 2007, sem dó nem piedade, o Brasil mandou para casa os dois pugilistas cubanos. Os dois eram campeões olímpicos e não eram assassinos. Talvez o pessoal do governo acha que Cuba é um lugar bacana e mandaram os dois de volta pra lá, coitados.

Por outro lado, o Sr. Cesare Battisti, acusado de ser o autor de quatro assassinatos na Itália, ainda está aqui. O Brasil concede refúgio político ao não-campeão olímpico, porém assassino desde janeiro de 2009 e até hoje, não se sabe se Lula manda Cesare de volta ou não. O pessoal lá da Itália quer que ele seja extraditado para pagar pelos crimes que cometeu, eu também. Não acho legal acolher um assassino e mandar dois atletas de volta pra Cuba. De assassinos, nosso país já está cheio.

Se voltar para a Itália, Cesare estará sujeito a enfrentar a justiça de seu país que, aliás, tem um acordo com o Brasil em casos de extradições. Battisti já deveria estar lá. No caso dos Cubanos, a justiça do país não é e não foi anunciada. É bem capaz que eles tenham recebido o mesmo fim que espera por Battisti na Itália.

Não quero que o assassino seja extraditado para pagar por seus crimes com o sabor da morte. Não sou como ele e não me sinto no direito de decidir que vai e quem fica nesse mundo. Entretanto, aceitar um assassino como refugiado e extraditar os atletas cubanos é uma coisa que, no mínimo, me deixa bastante envergonhada.