
É sempre assim: o fim de ano chega e eu fico meio murcha, meio triste. Parece que carrego nas costas o peso de todos os erros cometidos ao longo do ano e espero a redenção que vem na noite de Natal.
É uma condição, psicológica ou não, que eu assumi ao longo dos meus 20 anos para essa festiva época de Natal. Desde que a magia do Papai Noel acabou, parei de gostar do Natal e isso é uma ironia imensa. Eu parei de gostar das festas natalinas porque não tinha mais o bom velhinho (meu pai, minha mãe, minha madrinha, meus tios e primos mais velhos) me trazendo presentes. E hoje, tudo o que eu mais critico é o caráter mercadológico que o Natal e tantas outras datas assumiram (já há algum tempo). Entenderam a ironia? Eu critico um Natal capitalista e tudo que mais me faz falta no Natal é a época em que eu ganhava um monte de presentes... Mas também sinto falta do espírito natalino, daquela história que envolve a vinda do menino Deus e, por isso, sinto o peso do meu mundo recair sobre as minhas costas assim que dezembro começa.
E para piorar a ironia do "eu odeio o lado capitalista do natal", estava eu, pensando com meus botões sobre esses problemas que vieram à tona [para manter minha tradição natalina], quando de repente, a música começou. Acompanhados pela escolta da polícia, vinha descendo a minha rua, como de costume em todos os anos, os carros e caminhões da Coca-Cola. Todos plotados, iluminados, com direito a Papai Noel e Mamãe Noel, tocando uma música que anuncia que a Coca-Cola e o Natal estão na cidade. Saí correndo, gritei meus pais e o resto do pessoal de casa. Fui saltitante feito um capitalista feliz acenar para o Coca-Noel.
Não bastassem as semelhanças entre as cores do Natal e as cores da Coca-Cola, eu continuo a dizer que odeio o lado capitalista do Natal e odeio Coca-Cola [já estou livre dela há 3 anos].
HoHoHo!
É uma condição, psicológica ou não, que eu assumi ao longo dos meus 20 anos para essa festiva época de Natal. Desde que a magia do Papai Noel acabou, parei de gostar do Natal e isso é uma ironia imensa. Eu parei de gostar das festas natalinas porque não tinha mais o bom velhinho (meu pai, minha mãe, minha madrinha, meus tios e primos mais velhos) me trazendo presentes. E hoje, tudo o que eu mais critico é o caráter mercadológico que o Natal e tantas outras datas assumiram (já há algum tempo). Entenderam a ironia? Eu critico um Natal capitalista e tudo que mais me faz falta no Natal é a época em que eu ganhava um monte de presentes... Mas também sinto falta do espírito natalino, daquela história que envolve a vinda do menino Deus e, por isso, sinto o peso do meu mundo recair sobre as minhas costas assim que dezembro começa.
E para piorar a ironia do "eu odeio o lado capitalista do natal", estava eu, pensando com meus botões sobre esses problemas que vieram à tona [para manter minha tradição natalina], quando de repente, a música começou. Acompanhados pela escolta da polícia, vinha descendo a minha rua, como de costume em todos os anos, os carros e caminhões da Coca-Cola. Todos plotados, iluminados, com direito a Papai Noel e Mamãe Noel, tocando uma música que anuncia que a Coca-Cola e o Natal estão na cidade. Saí correndo, gritei meus pais e o resto do pessoal de casa. Fui saltitante feito um capitalista feliz acenar para o Coca-Noel.
Não bastassem as semelhanças entre as cores do Natal e as cores da Coca-Cola, eu continuo a dizer que odeio o lado capitalista do Natal e odeio Coca-Cola [já estou livre dela há 3 anos].
HoHoHo!

